|
|
|
|
1.1 CONCEITO
Monografia é um trabalho acadêmico que complementa as exigências das instituições de ensino superior para conferir o grau de bacharel ou especialista em uma área específica de conhecimento. Obs.: Algumas instituições admitem também a apresentação de um artigo científico como trabalho de conclusão de curso. Do ponto de vista metodológico, a monografia científica pode ser definida com um trabalho que trata de um único tema (mono), apresentado por escrito (grafia), contemplando um assunto de natureza científica. Marconi e Lakatos (2001) apontam como características de uma monografia científica, entre outros, os seguintes pontos:
Com base nesta definição, o termo “monografia” poderia ser usado para os trabalhos de grau de qualquer nível – graduação, especialização, mestrado ou doutorado. Formalmente, no entanto, esta denominação refere-se apenas aos trabalhos de graduação e especialização, usando-se os termos “dissertação” e “tese” para os trabalhos de mestrado e doutorado, respectivamente. 1.2 ESTRUTURA
A monografia compreende três partes: pré-texto, texto e pós-texto. A disposição desses elementos no trabalho é mostrada no Quadro 1.
Quadro 1 - Disposição das partes da monografia 1.2.1 Elementos obrigatórios do pré-texto ▪ Capa (ver modelo na página 13) Deve conter as seguintes informações, nesta ordem:
▪ Folha de rosto (ver modelo na página 14) Apresenta os elementos essenciais à identificação do trabalho. Deve conter as seguintes informações, nesta ordem: a) nome do autor;
▪ Folha de aprovação (ver modelo na página 15)
Apresenta a comprovação de que a monografia foi examinada e aprovada pelo orientador e pelos examinadores. Contém os seguintes elementos:
Obs.: Esta folha só deve ser colocada na versão final do trabalho, devidamente aprovado pela banca examinadora. ▪ Resumo em Português (ver modelo na página 16)
É a apresentação breve dos pontos relevantes da monografia, ressaltando o problema estudado, os objetivos, os procedimentos metodológicos e os principais resultados e conclusões. O resumo é feito em texto corrido (sem parágrafos e sem alíneas), podendo ter no máximo 500 palavras. As palavras-chave são palavras representativas do conteúdo do trabalho e servem para orientar a busca eletrônica nas bases de dados. Devem figurar logo abaixo do resumo, precedidas da expressão “Palavras-chave:”, separadas entre si por pontos e finalizadas também por ponto. ▪ Resumo em língua estrangeira
Constitui uma versão do resumo para idioma de divulgação internacional, sendo mais utilizados os idiomas inglês, francês e espanhol. Deve ser seguido das palavras-chave, no idioma escolhido para o resumo. ▪ Sumário (ver modelo na página 17) O sumário contém a relação dos diversos itens e subitens do trabalho, com indicação das respectivas páginas iniciais, inclusive dos elementos do pós-texto, como anexos e apêndices. Deve-se utilizar no sumário a mesma hierarquização de itens e subitens utilizada no texto, adotando-se, inclusive, os destaques gráficos (caixa alta, negrito, caixa baixa etc.) empregados no texto.
Modelo de capa:
Modelo de folha de rosto:
Modelo de folha de aprovação
Modelo de Resumo:
Modelo de Sumário:
1.2.2 Elementos do texto
Esta parte do trabalho deve conter as seguintes seções: . Introdução
Na introdução o autor apresenta aos leitores uma visão geral da sua monografia, explicitando o problema estudado, as hipóteses de pesquisa, os objetivos do trabalho e a justificativa para a escolha do tema. A seguir apresentam-se algumas orientações específicas sobre os principais tópicos que compõem a Introdução. a) Problema: O problema é o assunto principal do trabalho. É o que se pretende abordar, o que se quer pesquisar, a dificuldade que se procura resolver ou, em última análise, a pergunta que a pesquisa se propõe a responder. Ao apresentar o problema, o autor deve justificar a necessidade de pesquisá-lo e destacar a importância de sua solução para a ciência, a sociedade e a instituição patrocinadora, se for o caso. É importante, também, delimitar sua abrangência, especificando, entre outras coisas, a população, a área geográfica e o horizonte temporal considerados no trabalho. b) Hipóteses:
As hipóteses são necessárias quando se trata de um trabalho em que se procura estabelecer relações de causa e efeito entre variáveis, fatos ou fenômenos. São respostas ou soluções presumidas (portanto, provisórias e sujeitas a teste) para o problema apresentado. Como são “respostas”, as hipóteses devem sempre ser formuladas de modo afirmativo.
c) Objetivos:
Objetivos informam para que ou com que finalidade o trabalho foi feito, indicando ao leitor o que o autor quis demonstrar ou até onde ele quis chegar. Algumas vezes, por conveniência metodológica, os objetivos precisam ser divididos em geral e específicos. O objetivo geral, como o próprio nome indica, é o propósito final do trabalho, enquanto que os objetivos específicos são etapas intermediárias para se atingir o objetivo geral. Os objetivos específicos devem ser relacionados necessariamente com o objetivo geral, de modo que se todos os objetivos específicos forem alcançados, o objetivo geral terá sido automaticamente alcançado. Na maioria dos casos, é possível relacionar os objetivos específicos com as hipóteses, podendo-se formular um objetivo específico correspondente a cada hipótese. A lista a seguir sugere alguns verbos adequados para iniciar o enunciado de objetivos:
. Referencial teórico
É um apanhado dos aspectos teóricos mais estreitamente relacionados com o tema estudado, e tem como fonte a bibliografia utilizada como referência para o trabalho. Esta seção contém os fundamentos teóricos sobre os quais o autor da monografia se apoia para formular e comprovar suas hipóteses ou para justificar os pontos de vista emitidos, principalmente na análise dos resultados e nas conclusões. . Metodologia
a) Descrição do universo da pesquisa:
Descrição da população e da área geográfica que foram objetos da pesquisa, enfatizando os aspectos fisiográficos, históricos, políticos, religiosos, econômicos, sociais e antropológicos que possam ter influência sobre o fato ou fenômeno pesquisado.
b) Amostragem e coleta de dados:
Descreve com detalhes o método utilizado para o cálculo do tamanho da amostra, apresentando a fórmula de cálculo, os critérios de escolha da fórmula, os pressupostos e a forma de extração da amostra. Esta etapa exige conhecimento das técnicas de amostragem, que pertencem ao campo da Estatística e constituem um tópico bastante especializado dessa matéria. Portanto, é conveniente que esta tarefa seja feita com a assistência de uma pessoa treinada no assunto.
c) Identificação das variáveis:
Variável é qualquer medida ou contagem que pode assumir diferentes valores de um indivíduo para outro. Por exemplo, idade, cor, raça, escolaridade, renda, grau de aprendizagem, eficiência, área, população etc. são variáveis porque, como são diferentes para cada pessoa ou região, permitem comparar os indivíduos ou regiões entre si. A identificação das variáveis deve ser feita na fase de planejamento do trabalho, a fim de orientar a elaboração dos questionários ou outros instrumentos de coleta de dados primários e secundários.
d) Especificação dos modelos de análise:
Entende-se por modelos de análise os esquemas utilizados para verificar a existência das relações entre variáveis, como foram previstas nas hipóteses. Os modelos mais comumente empregados são as análises estatísticas, como regressão simples e múltipla, correlações, análise de variância e alguns testes não paramétricos. Há outras técnicas menos sofisticadas que também podem ser utilizadas para testar relações entre variáveis, como a análise tabular e a análise gráfica. Nessa fase do trabalho também é importante a participação do Orientador.
. Apresentação dos resultados
Esta seção constitui a parte mais importante da monografia, pois representa o coroamento de todo o processo metodológico desenvolvido pelo autor no sentido de demonstrar a validade das hipóteses ou, em última análise, de responder aos questionamentos feitos na problematização do tema. Os resultados são geralmente agrupados sob a forma de tabelas e quadros, acrescentando-se os comentários necessários para complementar sua interpretação, bem como figuras que possam ilustrar melhor sua apresentação. Recomenda-se, no entanto, não colocar no texto uma figura e uma tabela que contenham a mesma informação. As tabelas, quadros e figuras são numerados seqüencialmente (uma seqüência para cada tipo de elemento) e identificados por um título. Nas tabelas o número e o título são colocados acima; nos quadros e figuras o número e o título são colocados abaixo. Tanto os quadros, como as tabelas e figuras, exigem sempre a identificação da fonte das informações que exibem. No Brasil, as regras para construção de tabelas e quadros são definidas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e podem ser consultadas no livro “Normas de apresentação tabular” (IBGE, 1993).
Diferença entre Tabela e Quadro:
▪ Tabela é um conjunto de informações exclusivamente numéricas, dispostas em linhas e colunas, obtidas através de processamento dos dados originais e mostrando, via de regra, relações matemáticas entre linhas ou colunas.
▪ Quadro é também um arranjo semelhante de informações, porém com as seguintes características: (a) as informações podem ser numéricas, não numéricas ou mistas; (b) reproduzem os dados originais tal como foram coletados, ou seja, sem qualquer tipo de processamento. . Conclusões
As conclusões se referem às conseqüências e à aplicabilidade dos resultados da pesquisa. De acordo com Marconi e Lakatos (2001), elas devem evidenciar os avanços conquistados com o estudo, apontar a relação entre os fatos verificados, indicar as limitações do estudo e sugerir novos estudos. Ainda segundo a mesma fonte, as conclusões devem ser redigidas de forma precisa e categórica, sem perder-se em argumentações e “[...] têm de refletir a relação entre os resultados obtidos e as hipóteses enunciadas” (MARCONI; LAKATOS, 2001, p. 134). Como se depreende da citação acima, as conclusões estão muito vinculadas a uma formulação prévia de hipóteses, sendo elas uma afirmação da validade ou não validade dessas hipóteses. No entanto, muitas das monografias são pesquisas exploratórias ou ensaios monográficos, que, por sua natureza, não se baseiam em hipóteses. Nesses casos, a denominação do item final da monografia pode ser “Considerações finais”.
1.2.3 Elementos do pós-texto
▪ Referências Relacionam-se todas as obras que foram efetivamente consultadas durante a elaboração do trabalho e que tenham sido citadas no texto. Todo o material que serviu de fonte para o trabalho é relacionado numa lista única, em ordem alfabética, independentemente do tipo ou formato (livros, artigos de periódicos, trabalhos apresentados em eventos, textos obtidos na internet etc.). ▪ Anexos e Apêndices São informações que o autor do trabalho julga importantes, porém não acha conveniente apresentá-las no corpo do texto. Anexo é uma informação colocada fora do corpo do trabalho e não representa elaboração do autor, ou seja, é algo que foi obtido em outras fontes e apresentado da maneira que estava na fonte original. Exemplo: documentos transcritos, mapas, leis, unidades de medida etc. Apêndice é uma informação do mesmo tipo do Anexo, porém constitui elaboração do autor do trabalho, sendo resultado do processo de construção do próprio trabalho. Exemplo: desenvolvimentos matemáticos, detalhamento de partes do trabalho, cálculo de índices etc. Os anexos e apêndices são identificados por letras maiúsculas consecutivas, seguidas de travessão (−) e do título do anexo ou apêndice correspondente.
Exemplo:
ANEXO A − Ata da reunião do dia 23/05/2010 APÊNDICE A − Questionário aplicado com os professores. plica�kBo ���/�sores. |
|||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||